Eliseu - testemunho pela santidade

A história de Eliseu deixa patente uma realidade bem conhecida: somos constantemente alvos de muitos olhares. Da mesma forma foi Eliseu frequentemente observado pela sunamita (2 Rs 4:8,9). A conclusão da mulher não foi outra: 'Eis que tenho observado que este que sempre passa por nós é um santo homem de Deus.' (grifo meu).
Você já se deu conta que estão te observando e, muito mais, estão te avaliando? É necessário que nosso andar seja na presença de Deus, aquele que tudo vê. Fazendo assim, certamente seremos aprovados, também pelos homens; não teremos de que no envergonhar. Veja que não basta ser homem de Deus, é primordial alcançarmos algo mais - ser 'santo homem de Deus'. Nosso testemunho não tem como base os milagres que Deus opera em nossas vidas. Não foi isto que empolgou a mulher sunamita. O alicerce do nosso testemunho é o fruto do Espírito, quando exalamos o bom cheiro de Cristo.
Estêvão - testemunho pela moral (Atos 6;7)
Existe algo também para falar de Estêvão dentro do contexto deste tema. Alias, quem não tem? A quem não impressiona a história do mártir? A quem não impressiona o vasto conhecimento do diácono?
Impressionados! É assim que nos sentimos ao lermos o breve trecho bíblico sobre o cristão Estêvão. Seu testemunho fala tão alto que destacado entre os crentes do seu tempo, sendo separado como diácono e, sendo diácono, obteve ainda maior destaque, tornando-se um eloquente pregador e, sendo pregador como foi, recebeu ainda maior exaltação, sendo visto o seu rosto como rosto de anjo (At 6:15) e, neste ponto, é nomeado primeiro mártir; sendo fiel no pouco, recebe agora o muito - ver o céu aberto! Não sem antes passar pelo degrau da humildade e da longanimidade, o que lhe permite interceder pelos seus algozes clamando: 'Senhor, não lhes imputes este pecado'.
Certamente Estêvão nos da admiráveis exemplos, seja pelo seu extraordinário conhecimento bíblico, seja por sua eloquência e coragem. Mas, sem sombra de dúvidas, seu maior legado para nossa geração, são as suas qualidades morais. O fruto do Espírito que notadamente é manifesto em um momento tão crítico de sua vida. Ali são manifestos desde o amor à temperança. E é aqui, que aprendemos a dar um bom testemunho!
Dorcas - Testemunho pelas boas obras (At 9:36-42)
O doutor Lucas, em sua pesquisa sobre a vida de Cristo e da origem da Igreja, reserva espaço para falar de duas pessoas marcadas pelas boas obras. Um deles é Cornélio, o prosélito judeu, temente a Deus, que, não conhecendo a pessoa bendita de Jesus, e muito menos acerca da salvação, recebe por meio de visão, ordens de um anjo para buscar Pedro o apostolo, a fim de que este lhe de instruções do que deve fazer (At 10:6).
A outra pessoa que chama muita atenção de Lucas é a mulher chamada Dorcas. O relato é breve mas, consistente e deixa claro a importância das obras na vida de um discípulo fiel. Diferentemente de Cornélio que ainda não conhecia Jesus e, portanto não era salvo, Dorcas mostrava-se uma crente dedicada e comprometida com os ensinamentos cristãos. Cornélio conhecia Deus pelos ensinamentos do Antigo Testamento, Dorcas, pelas boas novas em Cristo. Dorcas, estava debaixo da graça, Cornélio debaixo da Lei. Um, precisava cumprir regras de não tocar, não manusear, o outro, estava livre para servir, para pregar aos leprosos, para anunciar aos de outra raça, tribo e nação. Um, pronto para cultuar no templo, o outro, para ser adorador em Espirito e em verdade.
Diante de tantos contrastes, conseguimos encontrar pontos em comum. Como por exemplo, a sinceridade de ambos. A fé em o único Deus, embora, Cornélio não soubesse, ser o seu Deus o mesmo que o de Dorcas. A fé sincera de ambos produzia frutos - boas obras.
Estas obras eram o testemunho prático de que eles eram diferentes das demais pessoas. As obras os diferenciavam de grupos como os fariseus, saduceus, zelotes e mesmo de certos sacerdotes e escribas. Por meio da obra de Dorcas todos podiam ver o seu amor por Deus e pelo próximo. Podiam ver sua fé por meio das obras boas que fazia (Tg 2:18).
Conclusão
O verdadeiro testemunho cristão não se baseia somente em palavras, é algo mais; é realizar obras como as de Dorcas e Cornélio; é apresentar qualidade moral como a de Estêvão; e, levar uma vida em santidade como a de Eliseu.
Se ainda tropeçamos em alguns destes itens, podemos ter certeza que não somos rejeitados por Deus mas, que, Deus está pronto a ajudar-nos em nossas fraquezas, a fim de que O glorifiquemos com nossa vida. Se por um lado há o nosso esforço sincero (ainda que com pouca força), por outro lado há o grande amor de Deus convidando-nos a vencer - sendo sal e luz.


como é díficiel dar um bom testemunho,só Deus pra nos ajudar
ResponderExcluirVocê tem razão ao diz que somente 'Deus para nos ajudar'. Veja o que esta escrito em João 15 e Filipenses 1:9:
ExcluirJoão 15 - "EU sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador." - Nós como varas que frutificam (dão testemunho) dependemos de Cristo (a videira) e do Pai (o lavrador) para nos auxiliar.
Filipenses 1:9 - "E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o conhecimento," - Paulo diz que devemos crescer em amor utilizando-se da ciencia e do conhecimento. Conhecimento é nosso contato com a Bíblia, com estudos biblicos; Ciência é a revelação de Deus acerca daquilo que aprendemos mediante estudos biblicos e leitura da Biblia. Por isso existem muitas pessoas que leem a Biblia mas continuam com o coração endurecido, pois, não tiveram a revelação de Deus. Neste ponto entra o nosso outro ajudador - O Espirito Santo - canal de Deus para nos revelar as verdades biblicas.
Deus exige de nós que demos testemunho (o que na verdade não é somente ficar falando de Jesus) mas é muito mais que isso, é ter amor ao proximo, contudo, não quer que façamos isso sozinho, quer nos ajudar, alias, tudo feito sem Ele não tem valor. É por esse motivo que ter uma religião não é o suficiente, é preciso ter em nós o motivo da religião- O Criador.
Resumindo "só Deus pra nos ajudar" como você mesmo disse :)